A utilização de aromas para finalidades terapêuticas não pode ser considerado um método recente. O aroma das flores cativou tanto o homem primitivo, ao colocar certas folhas e madeiras na brasa e descobrir vapores aromáticos, quanto o homem civilizado, que o utiliza de maneira mais consciente em seu dia – a - dia.
Embora o termo aromaterapia tenha sido empregado pela primeira vez no século XX, ela possui suas raízes nas mais ancestrais práticas curativas da humanidade. Os chineses a utilizavam principalmente para seu bem estar através da queima de incenso para ajudar na criação da harmonia e no equilíbrio. Já os egípcios a utilizavam de diversas formas como perfumes, na área de cosméticos, medicinal e também na área espiritual, tanto em momentos para celebrar a vida quanto a morte. Os gregos aprenderam muito com o povo egípcio, porém se aprimoraram especialmente na arte da confecção de perfumes a base de flores e ervas para os deuses, onde sua base era principalmente composta de mirra, que era utilizada não apenas por seu aroma como também por sua propriedade antiinflamatória utilizada para curar feridas.
A partir do século XIII, com o crescimento das indústrias farmacêuticas, a destilação dos óleos essenciais se tornou mais viável e impulsionou a utilização e o crescimento da técnica. Durante o século XIV, a peste bubônica fez milhões de vítimas, e como auxílio no tratamento dos infectados, foi utilizado algumas preparações aromáticas e alguns perfumes que acreditavam evitar o contágio da terrível praga.
Na primeira metade do século XX, um químico francês chamado René Maurice Gattefossé já estudava a técnica aplicada a medicina e aumentou sua curiosidade após um acidente em seu laboratório. Enquanto trabalhava ele teve a maior parte de seu braço queimado, e por reflexo ele colocou - o dentro de um vasilhame contento uma grande quantidade de um líquido que mais tarde descobriu ser de óleo essencial de lavanda. Graças a sua atitude, rapidamente seu braço foi curado sem deixar cicatrizes. Gattefossé ficou mundialmente conhecido como o pai da técnica, por em 1928 ter criado o termo “Aromathérapie”.
Na segunda metade do século XX, os estudos referentes à Aromaterapia foram crescendo, e outros pesquisadores foram surgindo como: Jean Valnet, Madam Marguerite Maury e Robert Tisserand, que ficaram conhecidos por tratar ferimentos de soldados durante a II Guerra Mundial; usar os benefícios da aromaterapia em cosméticos; e disseminar os conhecimentos da técnica por outros países respectivamente.
Com o termo Aromaterapia se difundindo ao redor do mundo, foi ficando cada vez mais fácil o emprego de diversas técnicas com óleos essenciais, e principalmente por ter a capacidade de alterar profundamente as emoções, lembranças e sentimentos guardados em nossa memória.
Mas afinal de contas, o que é Aromaterapia? É uma terapia complementar que considera a mente, o corpo e o espírito do indivíduo na sua integralidade, utilizando como base óleos essenciais extraídos de plantas para o tratamento e a prevenção da doença, bem como na promoção da qualidade de vida. Os óleos utilizados nesta técnica são 100% puros de origem vegetal, cada qual com sua característica, mas com um mesmo objetivo: facilitar a entrada do óleo essencial na pele.

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