sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ensinamentos Antroposóficos



A Antroposofia através da doutrina das Signaturas procura encontrar relações práticas entre uma planta qualquer e uma doença humana a partir de semelhanças entre morfologia a até mesmo de funções ou comportamento. Essa doutrina já era utilizada por Lévi – Strauss desde 1976, porém foi revista por Rudolf Steiner, e utilizada com uma nova visão.
Steiner acreditava que a planta era similar com a inversão do ser humano, ou seja, as raízes da planta se assimilavam com o sistema neurossensorial humano e conseqüentemente se relacionavam com a cabeça. As flores e os frutos possuíam semelhanças aos processos metabólicos e motor, o caule e as folhas por sua vez, com seu ritmo que proporcionavam no vegetal poderiam ser comparados ao sistema rítmico do homem, o tórax.
Na linguagem antroposófica, diz que as forças da natureza modelam o metabolismo fitoquímico da planta, tornando – a medicinal e correspondente a uma determinada doença que acomete o ser humano. Nesse pensamento, podemos dizer que uma planta é considerada medicinal porque contém um processo metabólico específico, que penetra dentro de sua essência e determina o que ela é.
A partir desse conhecimento, a classificação de planta e doença é realizada a partir de qualidades, onde, uma planta que expressa determinada qualidade tem, por semelhança, relação com uma doença humana que expresse as mesmas características.
Para exemplificar esse conceito, podemos citar uma planta que é utilizada para o tratamento do câncer, a Vinca ( Catharantus rósea). Ela contém em sua constituição um alcalóide denominado vincristina que é inibidor do crescimento celular tumoral. Com a visão de Steiner, um conhecimento mais profundo sobre a Vinca, permitiu que fosse analisado suas características peculiares. Mostrou – se então que, esta é uma das poucas espécies que é capaz de gerar tumores vegetais em seus próprios tecidos para combater alguma ameaça em seu organismo vivo. Porém a ela, esses tumores são inofensivos.
O homem, diferente da planta, quando é infectado por algum antígeno (agente estranho presente no organismo), não forma princípios ativos contra tal antígeno. Seu sistema imunológico “combate” tal intruso com suas próprias substâncias, muitas vezes não semelhante ao corpo estranho. Por isso, por muitas vezes o homem recorre à planta, pois esta irá “ensinar” o organismo humano a reaproveitar e eliminar o agente estranho que o torna doente. Quanto mais venenosa a planta, mais poderosa ela é no sentido de elaborar esse ensinamento.
Como já dizia o alquimista  Paracelso (1973), “ os melhores remédios são os maiores venenos”.

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